Veja as dicas para turistar pelos principais pontos turísticos de Havana

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Três ou quatro dias em Havana são suficientes para conhecer os principais pontos turísticos da cidade. Claro que, para visitar museus e entrar em galerias, são necessários outros dias mais. Depende dos objetivos do visitante. Eu, particularmente, gastei quatro dias na capital cubana. E um deles foi para descansar e terminar umas comprinhas. Se estiver interessado, prepare-se para ler algumas das principais dicas!

Fiquei hospedado em Vedado, um dos principais bairros da capital, centro político de Havana, onde estão muitos dos ministérios do governo. Dali, é possível ir à pé à universidade. À Praça da Revolução é aconselhável tomar um táxi. Mas, também fui a pé. Uma boa caminhada para observar casas históricas e comércios pelo caminho.

Hotel Vedado, no coração de um dos bairros mais importantes de Cuba (Fotos: Fábio Luporini)

No dia seguinte, tomei um city tour oferecido pela agência de viagens contratada. Coisa básica, mas necessária para dar ao turista uma noção do que visitar em Cuba. O passeio durou a manhã toda, com um guia acompanhante. Mas, voltei e refiz o caminho à tarde, com mais calma para ver, entrar, passear e turistar.

Começamos pela Praça da Revolução, que eu já tinha visitado. Além dos ministérios, com as imagens de Che Guevara e Camilo Cienfuego, dois revolucionários, há um obelisco em honra a José Martín, herói da pátria. Dali, o passeio segue pelo Malecón, uma avenida beira mar com um muro de 7 km de extensão. Dizem ser o maior do mundo, onde os cubanos namoram, caminham e desfrutam da bela vista para o oceano.

Vista parcial da Praça da Revolução, com carros antigos e a imagem de Camilo Cienfuegos, um revolucionário

No caminho para o centro histórico de Havana Velha, tombado como Patrimônio Histórico pela Unesco, uma passagem pelo Capitólio, uma construção idêntica, mas maior, que o homônimo norte americano. Obviamente construído antes da revolução socialista de 1959. Tive de voltar para fotografar com calma, pois vale a pena dar uma parada para observar o prédio, hoje em restauração.

Capitólio, em restauração

A descida do ônibus ocorre na Plaza de Armas, onde os espanhóis chegaram em 1519 (na ilha, chegaram uns anos antes, em 1512). O marco histórico está lá, num pequeno monumento restaurado. A praça em frente é linda e arborizada. E está cheia de cubanos oferecendo cartões de internet e cigarros. A partir daqui o tour é todo a pé. Se tiver tempo, entre nas lojinhas, nos museus e saia um pouco da rota principal das ruas, para conhecer realmente a realidade de Cuba.

Na Praça das Armas, local que marca a chegada dos espanhóis
Vista geral da Praça das Armas

A calle O’Bispo é a principal. No fim (debaixo para cima) ou no início (de cima para baixo), está o restaurante La Floridita, famoso por ser o preferido do escritor Ernest Hemingway. Vale a pena tirar umas fotos, mas não coma nem beba ali. Há lugares mais baratos nas redondezas. O tour continua pela Plaza de San Francisco, pela Plaza Vieja e pela Plaza de la Catedral. Todos lugares para ótimas fotos.

Como disse, refiz o tour, com mais calma. E pude ver o Museu do Chocolate, na realidade uma lojinha cheia do doce. Além de um pequeno museu de armas. Nele, em exposição uma carabina M2 usada por Che Guevara, para todo mundo ver. Próximo ao Capitólio, você poderá visitar o Museu da Revolução (estava fechado quando fui), além do Museu de Belas Artes, entre outros.

Arma usada por Che Guevara

Caminhando pelas ruazinhas, é possível ver a maioria dos prédios restaurados. Mas, não precisa ir muito longe para ver ruas com prédios velhos e mal cuidados, além de muito lixo na rua. Cuba é uma cidade turística, mas o socialismo com as portas do mundo fechadas pelo embargo econômico impede que a recepção ao turista seja ainda melhor.

Afinal, Cuba é verdadeiramente uma cidade turística. Tem todos os elementos para sê-la: centro histórico, prédios e monumentos antigos e preservados, museus e outros pontos turísticos, além dos carros da década de 1950 em pleno funcionamento, hoje como táxis, um diferencial no mundo.

E, o que eu não vi nem mesmo na Inglaterra: uma segurança fenomenal. Literalmente deitei num banco de uma praça próxima ao Capitólio, para esperar o horário do show de Buena Vista Social Club (tema para outra matéria), e não fui incomodado por absolutamente ninguém. Isso porque as leis são muito rígidas para assaltos e outros crimes. Por isso, é bem possível caminhar pelas ruas da cidade a qualquer hora, sem medo ou sensação de insegurança.

(Informação adicional: exatamente no dia 18 de janeiro Cuba ganhou um prêmio internacional por ser o país mais seguro do mundo para turistas, numa feira especializada em turismo em Madri, na Espanha!).

Turista não falta. Faltam brasileiros visitando Cuba. Encontrei poucos. Para falar bem a verdade, umas duas famílias. Em dez dias! E o carinho cubano pelos brasileiros é imenso: todos citam as novelas, mas se lembram do Carnaval, de Neymar e da nossa liberdade de expressão. Se vale a pena visitar a ilha caribenha? Sem dúvida! E, quem sabe, poder voltar. Um turista inglês me contou que estava na sua 12ª vez em Varadero (cidade para outra matéria). Eu fui apenas uma, por enquanto.

Catedral de Cuba

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