Menu do restaurante Vittorio Emanuele nos leva a uma viagem pela Itália

0

Ah, que saudade que eu estava do Restaurante Vittorio Emanuele II (R. Fernando de Noronha, 1352): do ambiente, do atendimento e, claro, dos pratos deliciosos. Fazia tempo que eu não aparecia e, logo que cheguei, já fui pedindo desculpas à Cris, proprietária. Mas, na quinta-feira passada, eu estava com vontade de relembrar o gostinho da autêntica cozinha italiana, tão autêntica que já há alguns anos é certificada com o selo Ospitalitá Italiana, concedido pelo governo Italiano.

Desculpas aceitas, novidades em dia, pedi o Menu Especial, servido de terça a quinta-feira, uma combinação em que, por R$ 55 é possível degustar a entrada, o prato principal e a sobremesa. A bebida? A gente pede um vinho italiano para harmonizar! Eu sou suspeito para dizer a qualidade da gastronomia do chef Alessandro Saba. Ali já jantei com amigos, afilhados e ex-namoradas. Sozinho, muitas das vezes. E o cardápio sempre foi impecável. Eu sugiro que neste restinho de ano, você leve alguém para comer uma boa comida, ter um excelente atendimento e desfrutar de ótimos momentos. E vamos entender a razão para isso.

Esse pãozinho característico é delicioso com azeite e com as entradas (Fotos: Fábio Luporini)

Aqueles pãezinhos que o chef faz são simplesmente divinos. Italianos mesmo, dá pra comer com azeite ou, como fiz, misturar com a entrada, seja qual for. Para diferenciar um pouco, resolvei pedir o carpaccio de filé mignon, que eu nunca havia provado. Sozinho ou no meio do pãozinho, tanto faz fica bom dos dois jeitos! Bom, apenas com a entrada eu já estaria satisfeito. Mas, vinham ainda outros dois pratos.

Carpaccio de filé mignon é uma das opções da entrada do menu especial

Por indicação da Cris, fui no carbonara: spaghetti, alho e óleo, carbonara. Olha que eu já degustei bons pratos desse tipo, inclusive em Roma. O da semana passada, entretanto, estava, como se diz no dito popular, de comer rezando. Detalhe: extremamente bem servido, porque eu certamente saí de lá com uns quilos a mais. E com uma felicidade sem tamanho!

O spaghetti, alho e óleo, carbonara, como se pode ver, é bem servido!

Por fim, a sobremesa, uma que eu também nunca tinha experimentado: bonet, que é um pudim de chocolate com suspiro, amêndoas e calda de caramelo. A Cris diz que é um doce típico do norte italiano, da região de Piemonte, cuja capital é o Turim e onde se fazem ótimos vinhos. Quem me conhece sabe que sou viciado em chocolate. E que, mesmo depois de ter sido extremamente bem servido e estar satisfeito, não podia ir embora sem degustar o bonet.

Bonet é um pudim de chocolate com suspiro, amêndoas e calda de caramelo da região de Piemonte

De lá saí feliz. Como saí todas as vezes que fui. Porque ali me sinto em casa. Não apenas pela grande amizade que tenho pela Cris e admiração por ela e pelo chef, mas, sobretudo, porque ali se come bem e uma comida originalmente italiana. Vale a pena investir uns troquinhos neste fim de ano, para oferecer a alguém que se ama uma agradável noite romântica. Ou simplesmente gastar tempo para jogar uma conversa fora enquanto se degusta excelentes pratos.

Não deu tempo de falar do licor do chef, que vai ser tema de outra matéria. Talvez dê tempo de voltar lá nesse ainda. O restaurante vai funcionar normalmente nas semanas que antecedem o Natal e o Ano Novo, sempre de terça a sábado.

Deixe uma resposta