Histórias e mistérios revelados em documentário da família real britânica

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As férias proporcionam algo incrível: assistir séries. E a da vez foi o documentário The Royal House of Windsor (Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, 2017, 360 min), disponível no Netflix e que narra a história centenária da dinastia Windsor, que enfrentou, no último século, duas guerras mundiais e um sem-número de escândalos. Um lema perseguiu a família real: adaptar ou morrer.

O rei George VI com a rainha Elizabeth e as princesas Elizabeth e Margaret (Fotos: Reprodução)

O que a Rainha Elizabeth II representa hoje, com seus mais de 90 anos e popularidade maior ainda, nem sempre fora assim. Os arquivos de Windsor, documentos, memorandos, cartas, bilhetes, fotos e outros elementos, revelam que a monarquia, remanescente da próspera era vitoriana (período governado pela rainha Vitória, entre 1837 e 1901), precisou abandonar origens alemãs em meados da primeira guerra para projetar a sua longevidade secular. E fez isso ao longo desses cem anos (de 1917, quando mudou de nome, até 2017).

Dividido em seis episódios, o primeiro se debruça sobre alguns aspectos do reinado de George V e abdicação ao trono do primogênito dele, Edward VIII. O segundo narra o reinado e as preocupações de George VI, pai da atual rainha, Elizabeth II, e de como ela foi preparada para governar, o que aconteceu prematuramente com a morte dele. O terceiro lança luz sobre o príncipe Philip, marido de Elizabeth.

Elizabeth II e Philip

O quarto episódio vai discutir a saga de Charles, filho de Elizabeth II, em busca de uma esposa. E, claro, não poderia faltar a princesa Diana, a mais popular da família real e também a que ameaçou a Coroa. Um “problema” terrível encerrado de forma trágica, como se definiu em cartas de membros da realeza. Por fim, o crescimento de Charles, como futuro herdeiro do torno. O que, particularmente, eu duvide que aconteça.

Faltou à produção um sétimo episódio: aquele que lança luz sobe os filhos de Diana e Charles, os príncipes William e Harry, de modo particular sobre o primogênito, que já goza de bastante popularidade entre os súditos. Mesmo assim, a série conta uma história fascinante, cheia de mistérios, reviravoltas e que tem muito pano pra manga. Porque a Coroa britânica não é apenas popular entre os ingleses e no resto do mundo. É também altamente rentável. E, creio eu, continuará por muito tempo, mesmo em pleno século XXI. Obviamente, se souber se adaptar. Vale a pena assistir.

Charles e Diana, o casal que mais ameaçou a longevidade da Coroa britânica

Assista ao trailer da série, em inglês:

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