Havana à pé: um passeio por política, cultura e lazer de Cuba

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Um passeio por Malecón, uma visita à universidade, umas fotografias na Praça da Revolução. Todos passeios em Vedado, um dos principais bairros de Havana, capital de Cuba, distante de outros bairros como Havana Velha e do Centro. No meio do caminho, pausa para um cachorro quente, um refresco e um sorvete. E, por fim, um mojito com sanduíche cubano. Tudo a pé e por preços acessíveis.

Avenida beira-mar, com o Malecón ao fundo (Fotos: Fábio Luporini)

Malecón é a avenida beira-mar de Havana, larga e extensa em comprimento (cerca de 7km, dizem que é o maior muro à beira-mar do mundo), um dos pontos preferidos dos cubanos para sentar ou então caminhar e fazer exercícios. Lazer gratuito. O nome verdadeiro é Paseo de Martí, herói da independência que morou no local. É por ali que está a enorme embaixada dos Estados Unidos, desde que Raul Castro e Barack Obama anunciaram a retomada das conversas entre os dois países, em 2015. Noutro ponto, também é possível ver o hospital Hermanos Ameijeiras, onde estiveram em tratamento Diego Maradona e Hugo Chávez.

Na Praça da Revolução, prédio ministerial com a imagem de Ernesto Che Guevara

Embora se possa tomar um táxi ou um ônibus, o dia é de caminhada. E de muito suor, na temperatura quente de Havana, apesar do inverno. Estive hospedado num hotel pertinho de Malecón. E de lá subi uma das ruas principais, virando em outra avenida, até chegar à Praça da Revolução. O centro do poder cubano, que não tem nada demais, a não ser dois prédios com imagens de revolucionários e um obelisco imponente. Ideal para fotos. Icônico. Numa das fachadas dos prédios está Ernesto Che Guevara. Na outra, Camilo Cienguegos, outro revolucionário. E o obelisco com o José Martí.

Camilo Cienguegos, um revolucionário de 1959, é quem dá rosto a outro prédio na Praça da Revolução
Obelisco dedicado a José Martí

Um detalhe que observei e que tive a explicação dias mais tarde: não reparei absolutamente nenhuma estátua ou busto de Fidel Castro, líder da Revolução Cubana de 1959, em toda Havana. Isso porque o ex-presidente, morto no ano de 2016 deixou em testamento a vontade de não ter nenhuma dessas homenagens, nem nome de escola, nem nome de rua ou de qualquer outra instituição.

Na volta, um passeio pela Universidade de Havana, aberta e repleta de jovens discutindo e conversando sobre tudo. Esse ano haverá eleições gerais, no segundo semestre. Pude entrar livremente em um dos prédios, circular pelos andares, ver salas de aula que há pouco foram usadas. Uma sensação muito boa e agradável.

Entrada da Universidade de Havana

Dali, pausa para um sorvete. No meio do caminho, aproveitei uma promoção de 1 CUC (moeda usada por turistas) que me dava direito a um cachorro quente, um refresco de limão e um sorvete com duas bolas. O sorvete cubano é famoso e delicioso. Nada mau para um dia de caminhada. Repor as energias é fundamental. Ah, não podemos nos esquecer de tomar uma cervejinha, que também ajuda a matar a sede e refrescar do calor. E, no fim do dia, um mojito com sanduíche cubano. Refeição tipicamente local.

Em outra matéria, outros locais. Até lá!

Mojito com sanduíche cubano, no fim de um dia inteiro de caminhada

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