Espetáculo é tão brega que todo o público se reconhece um pouco nele

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É brega, e não é pouco. É brega, e é divertido. É brega, e todo mundo sabe e todo mundo gosta. O gostinho de boas lembranças que o espetáculo Censurar ninguém se atreve, do grupo cênico-musical Entre Nós, deixou no público valeu cada gargalhada provocada. Não somente em forma de músicas, mas também de propagandas, de programas de rádio e televisão e de um figurino que parecia o próprio brechó. A peça foi apresentada na última quinta-feira (28), no Centro Cultural Sesi/AML, sob direção musical de Monique Kodama e direção dramatúrgica de Silvio Ribeiro.

Aliás, a parceria cênico-musical fez surgir um enredo com música e encenação tão equilibrados, que não se viam excessos nem de um nem de outro lado. A condução da dramaturgia com a trilha sonora se revelou leve, divertida e engraçada nas interpretações e encenações no palco. A construção dramatúrgica se amarrou e se encaixou perfeitamente às músicas. E as referências bregas de antigamente eram comuns às diferentes gerações no público.

Em determinados momentos, o público sentia-se assistindo a uma novela mexicana, com as dublagens características. Em outros, podia cantarolar melodias e cantar as letras das canções que fizeram sucesso entre as senhoras de antigamente. Entre as canções, Porque brigamos, Quatro semanas de amor, Não se vá, Sandra Rosa Madalena, Rosana e Censurar ninguém se atreve, que dá nome ao show. Teve até reinterpretação de programa de adivinhar qual é a música. E, nesse caso, a interação com a plateia foi excepcional. Imprevisível e extremamente feliz.

A produção do espetáculo, com recursos de figurino e de elementos cenográficos simples, é digna de uma superprodução e de um daqueles especiais de fim de ano na televisão. Vale a pena ser assistido e recomendado. Até porque o espetáculo é tão brega, mas tão brega, que todo mundo se reconhece um pouquinho em cena.

O Portal Duo assistiu ao espetáculo a convite da organização.

Músicas bregas conduzem o enredo de Censurar ninguém se atreve (Foto: Elvira Alegre/Divulgação)

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