Entre o raiz e o moderno, Omar Coleman traz a Londrina o blues de Chicago

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Omar Coleman divide o show entre a gaita e o vocal (Fotos: Carlos Suzuki)

Entre as gaitas e os vocais, Omar Coleman reúne em si um pouco do blues raiz com os elementos mais modernos e ritmados do gênero. Nem o passado nem o presente se sobressaem, mas ambos se equilibram numa dose certeira. É assim que o músico de Chicago abriu o show que fez na sexta-feira (22 de setembro), no teatro do Crystal Palace Hotel, dentro dos eventos ainda relacionados à organização do Festival Blues de Londrina.

Os traços do delta do Mississipi, um dos locais onde se originou o blues, se revelam pouco a pouco e de forma bastante sutil nos acordes e sopros da gaita em sintonia com o ritmo pra cima e moderno do blues do presente, o blues elétrico de Chicago, em uma combinação harmônica com o restante dos instrumentos. Omar Coleman, que hoje tem 41 anos, começou bem cedo a tocar gaita, mas só revelou o dom publicamente cerca de 15 anos atrás. E, nesse tempo, subiu ao palco ao lado de lendas do blues, como B.B. King e Buddy Guy, entre outros.

A canção, uma gaita diferente. Omar Coleman usa todas as potencialidades do instrumento aliadas à sua voz grave, rouca e afinada. À medida que o show avança, o blues moderno prevalece, inclusive em versões de clássicos, como My girl, do grupo The Temptations (1964). Destaque não apenas para o astro principal, mas também para os músicos que o acompanham, de modo particular para os irmãos da guitarra: Nicolas Smi e Danilo Simi (guitarras) Raoani Brascher (contrabaixo) e Jaderson Alves (bateria).

Ao final do espetáculo, Omar convidou Kiko Jozzolino, organizador do evento e também guitarrista de blues, para tocar junto. O solo de guitarra foi aplaudido pelo gaitista e cangtor de Chicago. E o duelo entre a guitarra e a gaita foi, de fato, um show à parte. É o tipo de apresentação que, em 1h30, não se vê o tempo passar.

O Portal Duo assistiu à apresentação a convite da organização.
As fotos são de Carlos Suzuki. 

Kiko Jozzolino “duela” com Omar Coleman

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