Dez dias, uma hora!

0

Foram dez dias de viagem conhecendo as contradições de Cuba: de um lado, muitas limitações e restrições. De outro, as belezas naturais e construídas pelo homem, entre outras atrações. Nesse tempo, utilizei apenas uma hora de internet, porque inicialmente era uma necessidade. Fez falta? Se eu disser que nem um pouco, estarei mentindo. Mas, foi mínima. Ao contrário, foram dias maravilhosos!

Cuba não tem internet livre. Para usar a rede é necessário pagar. E em comparação aos preços no Brasil, paga-se caro. Entretanto, tem-se uma internet de qualidade. É rápida e não fica instável. Funciona assim: você compra um cartão equivalente a uma hora de internet, pagando 2 CUC, a moeda para turistas, que dá, no máximo, uns R$ 10. O cartão é vendido em recepções de hotéis e muitos cubanos na rua também têm para vender.

Feito isso, é preciso ir a um dos pontos públicos onde está instalada a internet. Para saber quais são, basta ver um monte de gente parada utilizando celulares e computadores. Normalmente são recepções de hotéis e praças. Ali é possível navegar com tranquilidade, sem ser incomodado com ninguém.

Praça onde há ponto de internet em Havana, Cuba (Foto: Fábio Luporini)

Tive de comprar um cartão porque deu problema num dos tours que eu faria, contratado pela agência de Londrina. Então, foi preciso acionar o responsável por aqui para garantir que o tour saísse por lá. Deu tudo certo. E aí, nos outros dias, foi para responder algum recado de trabalho, mandar notícias à família e postar alguma foto nas redes sociais. O plano, entretanto, era desligar total.

Infelizmente, nós aqui nos acostumamos a ficarmos conectados o tempo todo. Resultado da grande oferta de internet – de pouca qualidade – que temos aqui no Brasil. A consequência é sono prejudicado, ansiedade, falta de tempo e muitos outros problemas ocasionados por essa ânsia em estar online o tempo todo. E digo: não há problema algum em estar off-line de vez em quando. É até saudável!

Vamos repensar a vida?

Deixe uma resposta