Cerveja especial: um afago na alma

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“Comer é uma necessidade do estômago; beber é uma necessidade da alma.”
Victor Hugo, romancista, poeta, dramaturgo, ensaísta, artista e estadista francês.

Victor Hugo, pensador (Foto: Reprodução)

Beber cerveja não é uma necessidade básica. Ao contrário, é completamente dispensável. Mas, como diz o poeta francês Victor Hugo, é simplesmente fundamental. Para a alma, para o espírito, para a vida. Claro, com toda a moderação que se conhece e com toda restrição etária, mas imprescindível para elevar o espírito, para afagar a alma. Por uma razão muito simples: a bebida, de modo particular a cerveja artesanal e especial, nos abre a mente, o pensamento, o coração. E nos faz ver o que antes não víamos, enxergar o que antes não enxergávamos.

Fato: a boa ideia travada no cansaço e no estresse do dia a dia, no trabalho ou na vida pessoal, muitas e muitas vezes ganha corpo depois de um relaxante momento em que se aprecia uma boa cerveja. Veja o que eu disse: uma boa cerveja. Ainda mais se ela estiver acompanhada de boas amizades. Veja o que eu disse: boas amizades!

Dia desses fui a um bar que, no projeto arquitetônico, dividiu o espaço em diversos ambientes: sofás com almofadas para um happy hour com amigos, uma bancada tipo aquelas de ficar tomando chope mesmo, depois do expediente, além de uma espécie de coworking, uma sala onde é possível fazer reuniões de trabalho para se discutir empreendimentos profissionais, projetos empresariais, entre outras coisas.

Eu, particularmente, sou assim: não marco reuniões; marco jantares que não podem faltar bons vinhos ou boas cervejas. Porque de forma descontraída é possível definir estratégias, projetos e empreendimentos. Alguns dos meus maiores empreendimentos nasceram dessa forma: tomando vinho, bebendo uma cerveja artesanal e jantando com amigos. Um deles é o Portal Duo, com a amiga Ana Marta Garcia. Almoçando, conversando, discutindo surgiu a ideia de criar um portal totalmente dedicado a notícias culturais, gastronômicas, sociais e turísticas, além de reflexivas.

Afinal, a bebida que nos abre o espírito fundamenta a alma. Obviamente, não apenas no campo profissional. Mas, sobretudo, no pessoal. Quantos e quanto amigos não fizemos apreciando uma boa cerveja? Ou então quantas e quantas amizades não aprofundamos tomando um bom vinho? Ou ainda, muitos e muitos perdões e reconciliações a partir do coração aberto por uma boa bebida.

O hábito de apreciar a cerveja artesanal e especial, constante e moderado, só traz benefícios. De modo particular, à alma. Entretanto, também às ideias, ao trabalho, às amizades, à família. É um costume que deve ser estimulado e praticado. Porque, enfim, nossa alma precisa de um afago, de um carinho, de um chamego. E – por que não? – oferece-la uma boa bebida.

Texto originalmente publicado na revista Cerveja de todos os jeitos, do Clube do Malte, marca curitibana especializada no comércio de cervejas especiais e que vende mais de 1 mil rótulos para todo o Brasil.

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