Alencar deixa saudade em filhos, netos e nas rádios por onde passou durante 40 anos

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A paixão pelo rádio passou de pai para filho. A admiração, pela convivência, pelas histórias e experiências. Agora, resta a Bruno Cardial e à sua família a saudade do pai dele, Alencar Cardial, radialista que, com 59 anos, deixou os microfones para permanecer na memória. À frente da apresentação de programas e narração de jogos esportivos foram mais de 40 anos.

Alencar, durante apresentação de programa em rádio (Fotos: Arquivo Pessoal)

Alencar Cardial era do tempo da rádio AM: trabalhou nos anos 1980 na extinta Rádio Marajoara, de Ibiporã, depois passou por Ourinhos (SP), na Rádio Sentinela. A partir de 1991 mudou-se para Londrina, onde apresentou programas e narrou jogos de futebol nas suas passagens pelas rádios Alvorada, Tabajara, Rádio Norte. O último microfone dele foi na Terra Nativa, de Cambé. Além de tantos trabalhos com criação e vendas publicitárias em estúdios comerciais e jingles e na divulgação de artistas.

“Foi com ele que aprendi a amar o rádio, a comunicação e, por influência dele, decidi, ainda aos 14 anos, que por toda a minha vida seguiria esta área profissional”, diz Bruno Cardial. “Meu pai foi um dos comunicadores da ‘leva antiga’, do tempo de rádio AM, por isso frequentei estúdios de rádio desde a época do disco de vinil. Desde quando nasci vi meu pai ter as maiores alegrias de sua vida atrás de um microfone e de lá, também fazer alegrias e emoção de muitas pessoas. Vi que era o que queria pra minha vida. Uma grande paixão.”

Alencar, durante transmissão de jogo de futebol

Alencar morreu na última terça-feira (28), vítima de complicações decorrentes de um AVC, depois de uma cirurgia de risco. Deixa filhos, netos e um histórico na comunicação de Londrina e de Ourinhos, por onde passou.

Naquela mesa, de Nelson Gonçalves, é uma música que fazia Alencar lembra-se do pai, e que agora faz Bruno lembrar-se dele.

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