Visitar o Palácio do Catete é passear pela história da República

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Passear pela história é realmente uma oportunidade fantástica. A visita ao Palácio do Catete, no bairro do Catete, no Rio de Janeiro, é atravessar séculos de vida, desde os tempos da monarquia à República, com alguns episódios memoráveis. O prédio foi erguido como residência do então Barão de Nova Friburgo, quando o Rio ainda era a capital do Império do Brasil.

Escadarias do palácio (Fotos: Fábio Luporini)

De 1987 até 1960, o palácio abrigou a sede do poder executivo brasileiro, transformado em Museu da República depois de Juscelino Kubitschek transferir a capital do Brasil para o planalto central, Brasília. Nesse meio tempo, os corredores e quartos do palácio testemunharam crises políticas que culminaram com o suicídio de Getúlio Vargas, em 1954. Uma parte histórica que o museu faz questão de deixar registrada.

Escritório de Getúlio Vargas, reproduzido para o filme protagonizado por Tony Ramos
Quarto onde Getúlio Vargas se suicidou

Não é intuito do Portal Duo contar a história completa do prédio. A visita, gratuita aos domingos, faz esse papel. No site, também há um relato. De todo jeito, é preciso registrar a atmosfera do local. Desde a sala de reuniões dos ministros até o próprio quarto onde Getúlio tirou a vida. Passando pelas escadarias, observando as louças utilizadas antigamente, observando as cortinas rasgadas, testemunhas oculares de muita história.

Vitrais, mobílias, louças, tapetes, lustres e uma infinidade de outros objetos preservados para recontar, ao menos na imaginação do visitante, os passos dados nos corredores do Palácio do Catete. A visita aos jardins da edificação também valem muito a pena. Ao fim deles, tem-se a praia do aterro do Flamengo, uma antiga área de mangues. Um passeio que engrandece a alma!

Salão onde eram realizadas as reuniões ministeriais, durante a República

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